terça-feira, 20 de setembro de 2016



RN atinge situação crítica com Campo Grande e outras 19 cidades em colapso de água

Com a suspensão do abastecimento em mais seis cidades, agora chega a 20 o número de cidades potiguares que estão em colapso no abastecimento d'água. É o que aponta o mais recente boletim de abastecimento divulgado na última quinta-feira (15) pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN). Segundo a companhia, o número de cidades sem nenhum tipo de fornecimento regular de água aumentou em consequência da estiagem prolongada, a mais severa da história do estado.

Os municípios que entraram em colapso na quinta foram: Paraú, Triunfo Potiguar, Campo Grande, Janduís, Messias Targino e Patu, todos atendidos pela Adutora Arnóbio Abreu, na região Oeste. Já estavam sem abastecimento: Almino Afonso, Antônio Martins, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, João Dias, Luís Gomes, Marcelino Vieira, Martins, Paraná, Pilões, Rafael Fernandes, São Miguel, Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias.

Apesar da estiagem e do baixo nível de água nos reservatórios do estado, a Caern estima que em 60 dias o caso das cidades incluídas na lista nesta quinta seja solucionado. O prazo seria o tempo necessário para que a companhia realoque o ponto de captação de água no rio Piranhas/Açu, no município de Jucurutu, para retomar o abastecimento.

Além das cidades em colapso, outras 73 estão com o fornecimento de água sendo garantido por meio de rodízio. Ao todo, 153 municípios potiguares estão em situação de emergência por causa da falta d'água.

Para complicar ainda mais a situação das famílias no interior do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada na região do Vale do Açu, mais precisamente no município de Itajá, está com o menor volume de água que alcançou nos últimos 20 anos. O nível da barragem chegou a 18,90%, o que corresponde a 453.480.867 metros cúbicos. O reservatório é responsável pelo abastecimento de 34 cidades da região e tem capacidade de 2,4 bilhões de metros cúbicos. A última medição foi feita no dia 15 de setembro, o que mostra que novos municípios podem entrar em colapso nos próximos dias.

FEMURN

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Em Lucrécia, candidatos só não se elegem em caso de morte ou zero voto

Lucrécia fica a 326 quilômetros de Natal, no Oeste potiguar (Foto: Fred Carvalho/G1)

“Se nenhum candidato morrer até o dia da votação, todos seremos eleitos.” A afirmação é do atual presidente da Câmara Municipal de Lucrécia, Hélio Maia (PR), que, caso realmente não morra até 2 de outubro próximo, será eleito para o seu sétimo mandato de vereador na cidade, que fica a 346 km de Natal. A certeza da eleição de Hélio Maia se dá porque Lucrécia é a única cidade brasileira que neste ano não terá “disputa” para as cadeiras na Câmara: são nove candidatos para as nove vagas existentes. Além disso, a cidade é uma das 97 do Brasil que têm um único candidato a prefeito na eleição deste ano.

Lucrécia (Foto: Arte/G1)Lucrécia tem quase 4 mil habitantes, dos quais 3.265 são eleitores. Os moradores contam com orgulho que em 1933 o presidente Getúlio Vargas pernoitou na cidade uma vez. A casa onde Vargas dormiu já não existe mais. O presidente foi ao local para visitar a obra de construção da barragem, que acabou se tornando o único "ponto turístico" da cidade. Devido à estiagem que assola o Nordeste brasileiro há cinco anos, a barragem está completamente seca. Lucrécia virou município, por decreto, em 1963.
Os políticos de Lucrécia admitem que houve um "entendimento" para que houvesse uma candidatura única para a eleição majoritária. "Já vínhamos tentando isso há alguns anos. Lucrécia tem situação e oposição fortes e as disputas eleitorais são acirradas. Desta vez, durante mais de um ano, tivemos inúmeras reuniões com a oposição e decidimos que, pelo bem de nossa cidade, teríamos uma chapa única para a eleição majoritária", afirma o atual prefeito, Walter Araújo (PSB), que vai deixar a prefeitura após oito anos de mandato. A candidata da chapa única é a professora Conceição Duarte (DEM).



Como já era esperado, Temer “Corta” 30% “Verba dos Programas Sociais” “Aumenta” para Militares e Agronegócio.

O governo de Michel Temer começou de fato dia 31 de agosto. Não apenas porque Dilma Rousseff foi destituída do cargo, mas especialmente porque, naquela mesma tarde, chegou ao Congresso Nacional a proposta confeccionada com cuidado pela nova equipe econômica para a distribuição do dinheiro federal para o ano de 2017 – o chamado Orçamento da União.

 

A análise da lista de programas de governo, em comparação à proposta apresentada no ano passado para o ano de 2016 pela ex-presidente Dilma, desmonta a tese defendida publicamente pelos peemedebistas e pelos apoiadores do impeachment de Dilma de que o novo governo não iria deixar o lado social em segundo plano.

Sinais nesse sentido já tinham sido dados, com extinção de pastas da área, e gerado reação em setores progressistas da sociedade. Mas o que se vê na análise do Orçamento vai além. Temer acaba de propor ao Congresso a redução média de 30% nos valores para os 11 principais programas da área social do governo, já considerando a inflação do período (variação do IGP-M dos últimos 12 meses).

São R$ 29,2 bilhões a menos para esse conjunto de programas (depois de aplicada a taxa de inflação no período), comparado ao que Dilma, já sob efeito da crise econômica, apresentou ao Congresso no ano passado. Trata-se de uma queda real de 14%. Muitos podem argumentar que, neste momento, essa redução é natural, já que o Brasil precisa apertar seus gastos. No entanto, as despesas previstas pelo governo para este ano são da ordem de R$ 3,4 trilhões – cerca de R$ 158 bilhões a mais (crescimento de 4,8%) que o previsto por Dilma um ano atrás.

Se olharmos mais de perto, o argumento perde ainda mais força. Enquanto optou por reduzir as verbas sociais, o governo aumentou, por exemplo (e sempre já considerando o efeito da inflação no período), em R$ 1,47 bilhão as verbas programadas para ações relacionadas ao desenvolvimento do agronegócio (R$ 1,3 bilhão), a investimentos militares (R$ 175 milhões), a obras em aeroportos (R$ 186 milhões), além de ações de política nuclear e espacial, e de política externa – agora sob comando de José Serra (PSDB).

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Apodi: Prefeito Flaviano Monteiro, tem mandato cassado pela Câmara de Vereadores.


Prefeito Flaviano Monteiro 

O prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro (PC do B), teve o mandato cassado na manhã desta quinta-feira (25) pela Câmara Municipal. Na sessão, os 13 vereadores decidiram (9 votos a favor e 4 abstenções) pelo afastamento de Flaviano e pela posse do vice, José Maria da Silva, que deve ser feita já nesta sexta (26). Apodi fica a 342 quilômetros de Natal, na região Oeste do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Prefeituras receberão recursos para enfrentamento de epidemias

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O presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leonardo Santana, garantiu hoje que a entidade está captando um montante de recursos financeiros que serão disponibilizados às prefeituras municipais até novembro de 2016. O total de recurso não foi divulgado, no entanto, ele estima que cada município possa receber até 300 mil reais. Inicialmente, serão mais de 60 municípios contemplados nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, objetivando o enfrentamento de epidemias. Os recursos poderão ser gastos com medicamentos, vacinas e treinamento de pessoal.

"Prefeita ostentação" ganha liminar para voltar ao cargo no Maranhão



A ex-prefeita de Bom Jardim (MA) Lidiane Leite da Silva (sem partido) obteve liminar da Justiça Federal para ter acesso às dependências da prefeitura e secretarias do município e, desta forma, reassumir o cargo. A decisão do juiz federal José Magno Linhares Moraes foi assinada nesta segunda-feira (8).

No ano passado, Lidiane, que ficou conhecida como "prefeita ostentação" por postar fotos nas redes sociais em festas de luxo e com roupas caras, chegou a fugir da cidade para não ser presa pela Polícia Federal. Ela é suspeita de fraudes em licitação e desvio em recursos de merenda escolar. Lidiane nega as acusações.

De acordo com os autos, a ex-prefeita solicitou à Justiça a revogação da sua proibição de acesso aos prédios municipais para reassumir o comando do município após ter sido convocada em sessão extraordinária pelo presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Arão Silva (PTC), para tomar posse no cargo.

Na decisão, o magistrado destacou que "tendo sito alterada a situação fatídica vivenciada pela requerente, a qual se encontra prestes a exercer suas funções públicas ao cargo de prefeito, subscrito pelo presidente da Câmara Municipal de Bom Jardim e prestando homenagem ao princípio da razoabilidade, considero desnecessária a manutenção da medida restritiva, ora impugnada".


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Governo do RN anuncia calendário de pagamento

Quinta, 04 de julho de 2016


O Governo do Estado prossegue o pagamento do funcionalismo na próxima sexta-feira (5) e encerra a folha no dia 12. Os vencimentos de julho serão pagos por faixa salarial e sem distinção entre ativos e aposentados. Os servidores da Educação serão os primeiros a receber, já no primeiro dia (5), independente do valor do salário, por possuírem recursos específicos.

Na segunda-feira (8) quem recebe até R$ 2 mil terão os vencimentos creditados em conta. Os salários deste grupo estarão disponíveis já no sábado (6). Na terça-feira (9) receberão os servidores com salários até R$ 3 mil. Para quem recebe até R$ 4 mil, o pagamento será creditado na quinta-feira (11), quando 84% do quadro já terá recebido os salários. Já os servidores que ganham a partir de R$ 5 mil receberão os salários na sexta-feira (12), finalizando o pagamento da folha de ativos e inativos.

Os servidores da Administração Indireta que possuem fonte própria de recursos já receberam os salários desde o dia 29 de julho, quando teve início o pagamento de julho. Os pensionistas terão os valores creditados no dia 20.


Fonte: J.Belmont